Mais de 18 mil pessoas morreram por doenças cardiovasculares no Paraná; prevenção é essencial para reduzir riscos

 Infarto, AVC e insuficiência cardíaca estão entre as principais causas de morte no estado e podem evoluir de forma silenciosa


Mais de 18 mil paranaenses morreram em 2025 em decorrência de doenças cardiovasculares, segundo dados do Ministério da Saúde, compilados pelo DATASUS. Desse total, cerca de 7,6 mil mortes foram causadas por infarto, 6,6 mil por AVC e 4,1 mil por insuficiência cardíaca.


As doenças do aparelho circulatório permanecem historicamente entre as principais causas de morte no Paraná, à frente de neoplasias, doenças respiratórias e causas externas. Juntas, essas doenças representam aproximadamente 30% das mortes registradas anualmente no estado.


Para a cardiologista Milena Joly Kulicz, do Hospital Pilar, de Curitiba, quando se trata de doenças cardiovasculares, a prevenção deve ocupar um papel central nos cuidados com a saúde, já que os fatores de risco podem permanecer sem sintomas durante anos. “O processo que leva à obstrução das artérias do coração (a aterosclerose) envolve deposição de gordura, relacionada ao colesterol alto, devido hábitos alimentares inadequados, sedentarismo ou até mesmo risco familiar. Envolve também inflamação local e lesão da camada mais interna dos vasos (endotélio). Pressão alta e diabetes são doenças silenciosas que provocam essa lesão ao endotélio, assim como o tabagismo. É um processo lento, que se desenvolve por muitos anos, e pode culminar em um infarto agudo do miocárdio”, explica.


“O check-up é importante justamente para identificar fatores de risco que muitas vezes não causam sintomas, porém elevam o risco de infarto ou AVC”, destaca Milena.


O acompanhamento preventivo também deve ser adotado por aqueles que se consideram saudáveis. Segundo a cardiologista, a partir dos 30 anos é importante manter avaliações periódicas, especialmente em pessoas com histórico familiar de infarto ou AVC em idade precoce. A frequência das consultas e os exames necessários devem ser definidos individualmente, de acordo com os fatores de risco e o histórico de cada paciente.


De acordo com Milena, o check-up deve incluir avaliação clínica, aferição da pressão arterial e exames de sangue para verificar níveis de colesterol e glicemia. Conforme a avaliação médica, também podem ser solicitados exames como eletrocardiograma, teste ergométrico, ecocardiograma, MAPA e doppler de carótidas, de acordo com o perfil de cada paciente.


Hábitos que ajudam a proteger a saúde do coração 


Além do acompanhamento médico, a adoção de hábitos saudáveis também contribui para reduzir os riscos cardiovasculares. A prática regular de atividade física, uma alimentação equilibrada, o controle do peso, a redução do consumo de alimentos ultraprocessados, o abandono do cigarro, o consumo moderado de bebidas alcoólicas e uma boa qualidade de sono fazem parte dos cuidados que devem ser incorporados à rotina. Também é importante manter sob controle fatores como pressão alta, colesterol e diabetes.


“O momento de prevenir a doença coronariana é desde a juventude. Quanto mais cedo conseguimos controlar os fatores de risco, menores são as chances de desenvolver complicações cardiovasculares ao longo da vida”, orienta a cardiologista.


A prevenção, portanto, não depende de uma única medida, mas da combinação entre acompanhamento médico, identificação e controle dos fatores de risco e mudanças de hábitos ao longo da vida. Mesmo quando não há sintomas, manter os cuidados em dia pode ajudar a identificar alterações precocemente e reduzir o risco de complicações cardiovasculares.


Sobre o Pilar Hospital

Com mais de 60 anos de tradição, o Pilar Hospital é reconhecido como referência na integração de tecnologia avançada e atendimento humanizado. Localizado no bairro Bom Retiro, em Curitiba, o hospital atende pacientes de todo o Paraná, oferecendo suporte essencial em diversas especialidades médicas. Sua estrutura robusta inclui 81 unidades de internação (enfermaria e apartamento) e 39 unidades de terapia intensiva e o Pilar Centro Médico, que realiza procedimentos ambulatoriais e cirúrgicos de baixa complexidade, em regime de hospital dia, consolidando seu papel na qualidade e acesso à saúde para os paranaenses.




Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

É hoje: Webinar gratuito debate tecnologia que organiza o transporte em grandes eventos

Empregabilidade jovem: CIEE oferece 665 vagas de estágio no DF

Cuidados simples com a roupa de cama ajudam a prevenir crises alérgicas