Opinião: O desespero dos jovens e possíveis caminhos da esperança
Artigo escrito por Igor Almeida Bastos* Créditos: Banco de imagens / Pexels Talvez ninguém tenha retratado tão bem o desespero da juventude como Belchior. Já em seu primeiro álbum , na canção “A palo seco” , ele cita nominalmente o desespero de um jovem de 25 anos de sonho, de sangue e de A mérica do S ul. Em “Na hora do almoço” , ele entrega um retrato privilegiado da opressão que a convivência familiar pode representar. Já no segundo e terceiro álbum, ele dobra a aposta. “Apenas um rapaz latino-americano ”, “Como nossos pais”, “Alucinação” e “Paralelas” talvez dispensem a apresentação. “A vida realmente é diferente. Quer dizer, ao vivo é muito pior”. “Minha dor é perceber que apesar de termos feito tudo que fizemos, nós ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais”. “E a solidão das pessoas dessas capitais. Violência da noite”. “Quanto mais eu multiplico diminui o meu amor”. Bastante sofrimento na juventude (mas também esperança, a qual logo retomarei). Se no final d...